Nós por cá voltámos a acordar bem cedo. E soube tão bem! Espera-me uma manhã difícil com a discussão de um trabalho muito importante. Mas, depois disso, agarro nas minhas tralhas e vou à procura de mim própria na cidade que me viu crescer. Bem preciso, ando tão perdida...
Tenho estado a pensar que esta nova maluqueira de acordar cedo e andar mais organizada e com mais energia e ir ao ginásio e ainda ir para casa fazer jantares e almoços e organizar tudo para o dia seguinte e tudo e tudo o que tenho feito pode estar relacionado com algo que não será muito positivo: talvez tenha passado de um hipotiroidismo para um hipertiroidismo "derivado" à medicação. E foi a médica que te disse isso? Não, fui eu que, do alto dos meus conhecimentos sobre o assunto, conclui que será possível. Isso e umas análises que estão assim meio esquisitas.
E a verdade é que me sinto diferente, fisicamente falando. E até andei com umas ideias malucas sobre o que poderia ser, o que afectou muitíssimo os nervos, mas pode ser a tiróide a fazer das suas. Vamos esclarecer isso em breve. Depois conto.
Dormi até às 11h da manhã. É isso mesmo, 11 horas da manhã, uma hora antes do meio-dia. Nem me lembro da última vez que isso aconteceu, mesmo a um fim de semana. Soube mesmo bem mas fica sempre aquela vozinha a dizer que devia ter acordado mais cedo e que há muita coisa para fazer. Estou mesmo diferente, não estou? Mas que me soube bem, lá isso soube.
Um enorme bem haja para este senhor que me acompanhou num intenso fim de semana pelo mundo dos compósitos de poliéster reforçados com fibra de vidro que, se não fosse ele e uma estranha força vinda não sei de onde, não teria sobrevivido a esta maratona em frente ao computador. Parece calminho mas, na verdade, dá-me uma energia mesmo boa para trabalhar. Também o costumava ouvir na altura em que andava metida naquelas loucuras de ir correr para o parque. Felizmente passou-me mas o Miles Davis continua por aqui.
O trabalho está entregue, eu estou quase de saída do meu posto de trabalho e espera-me uma tarde de dolce fare niente que, desta vez, tenho a certeza que bem mereço.
E agora, quando eu disser, vamos todos respirar bem fundo com um enorme alívio e uma sensação de leveza que equivale a mil calorias! Tenham todos um bom dia, para mim podem cair-me todos os processos de soldadura em cima, mais os plásticos reforçados com fibra de vidro e todas as chatices desta vida, que nada me fará tombar. Vá, pelo menos por enquanto...
Uma grande salva de palmas para a Rádio Marginal que me acompanhou o dia inteiro nesta maratona pelos processos de soldadura. Agora estou que nem me aguento, estrábica com tantos slides e com uns nervos que não consigo largar, mas se não fosse a Marginal estaria a esta hora num colete de forças. Verdadinha.
Prontos, dormir mais também não ajuda nada. Deixei-me ficar um pouco mais, a cama estava tão boa com o sol da manhã já a entrar pelo quarto, tomei o pequeno almoço na maior das calmas e organizei as minhas coisas. O problema é que tanto descanso fez-me mal aos neurónios que, pelos vistos, já se habituaram às poucas horas de sono. Tenho mais sono que o habitual, troquei compromissos, esqueci-me de pessoas e passei a manhã numa profunda distracção. Podia nem ser grave (nem era a primeira vez!) mas tenho milhares de coisas para fazer com um prazo muito apertado. Por isso, agora não é altura para voltar a preguiçar.
Estou com a sensação que me meti num sarilho de todo o tamanho. E estou para ver como é que vou sair dele, caso se confirmem as minhas piores previsões...
Mais uma manhã em que não dou pelo despertador tocar. Desligo-o sem dar conta e continuo a dormir como um bebé. Resultado: quando me apercebi desatei a correr pela casa e modo ultra rápido para não me atrasar (ainda mais!). Não pode ser!
Esta história de acordar cedo todos os dias, mesmo aos fins de semana, é muito linda mas tem consequências físicas para alguém (como eu) que precisa do seu sono de beleza e que tem exigências de descanso acima da média. Trocando por miúdos, sou uma preguiçosa. Por isso, vamos lá dormir mais um bocadinho que esta história de nem ouvir o despertador, mas desligá-lo mesmo assim, não tem graça nenhuma.
Tenho para mim que o campeonato terminou a semana passada mas a verdade é que, até ao apito final, estarei secretamente a torcer por outro desfecho. Senão, para o ano há mais. Só não vale torrão de Alicante, whisky e tartes de amêndoa que o Benfica já me deu gramas suficientes nos últimos dias.
Esta música e um concerto muito divertido no Museu do Teatro, ontem à noite. É sempre bom descobrir coisas novas. Só fiquei desiludida com o museu em si, achei fraquinho fraquinho. Um tema destes merecia muito melhor.
Com esta estranha e nova mania de acordar cedo. Com tantas coisas para fazer, com tanta vida lá fora e uma aula no ginásio ao fim do dia para acabar em beleza.
Ontem a aula de step foi uma das melhores de sempre. E eu tive
muitas aulas de step em diferentes sítios para comparar. Gosto, acima de
tudo, da quantidade de calorias que senti a sairem do meu corpo
enquanto me mexia. Hoje, houve Bum Bum Brasil bem intenso e com uma
música que me deixou p'ra lá de bem disposta. Nada mau para começar um dia de trabalho.
O fim de semana será por Lisboa, num misto de estudo e descanso
total. Estou mesmo a precisar disto, não me preocupar com mais ninguém a
não ser comigo mesma. Não sei ainda se namorado querido também fica mas
não quero preocupar-me muito com isso agora. Se ficar será melhor para
umas coisas, se não ficar será melhor para outras. O que interessa é que, seja de que maneira for, será um bom fim de semana.