E a forma como ele torna a ciência em algo que todos percebemos mas sem a tornar banal. Eu acho que ele se diverte imenso com a física e isso é uma coisa maravilhosa. E o discurso dele ontem, no Prós e Contras, sobre a infinita curiosidade humana e a forma como esta nos leva a desejar sempre saber mais e a ir mais além, é mesmo típica de alguém que vive maravilhado com o mundo que o rodeia. E eu gosto disso. Porque também já fui assim. Mas a certa altura desiludi-me com a ciência pura. E deixei de me questionar, apesar de nunca ter deixado de me espantar e de me sentir absolutamente fascinada com o universo.
E andar no Paraíso com as fichas do Z. E andar à roda até ficar zonza. E beber caipirinhas. E sentir que volto a ter 16 anos porque o cenário e o entusiasmo são os mesmos e, melhor que tudo, os amigos também. Mas, desta vez, com o João ali mesmo ao meu lado. Ou seja, perfeito.
O tempo melhorou e corremos para a praia. A chuva da manhã não passou de um susto e a tarde foi a melhor possível. Com muito sol, mergulhos gelados, zero vento e a melhor companhia do mundo. E as saudades que eu tinha...
A manhã esteve bem cinzenta e até choveu. Por isso fomos passear e apreciar alguns dos carros mais bonitos que existem. Este foi um bichinho que ganhei com o João e agora não há nenhum clássico que me passe despercebido. E digam lá se aquele Fiat azulinho não é lindo?
Finalmente, está praticamente comprovada a existência da última (será?) peça do puzzle. Aquela que nos permite perceber como funciona o universo sub-atómico que nos compõe e consolidar o Standard Model. E isto é extremamento excitante (sim, perceberam bem) para quem quer perceber como é que chegámos até aqui e porque é que as coisas são como são.
Há muito tempo que deixei de me sentir obcecada por estas questões e me conformei com a ignorância por coisas que até transcendem o mais ilustre dos cientistas. O infinito, o eterno, o nada absoluto, o antes e o depois. Acho mesmo que nunca haverá respostas definitivas. Mas, se o universo vai permitindo uma ou outra espreitadela, se hoje nos deu o tão aguardado bosão de Higgs e amanhã quem sabe o que virá, então só posso dizer que estou muito satisfeita por tais acontecimentos estarem a ocorrer no meu tempo de vida.
Finalmente estou a perder peso. Não é ainda ao ritmo que gostaria mas os resultados começam a ser visíveis. E não é só a balança que o diz. O espelho também já notou.
Estou a 3,5 kg do meu primeiro objectivo, um número mais redondinho e que já me deixaria muito feliz. O segundo objectivo é mais arrojado e levar-me-ia ao peso original, pré-tiróide estúpida. Mas esse peso, sinceramente, acho difícil. Não acredito que o meu corpo volte a ser o que era. Por isso, vamos primeiro ser realistas e depois logo se vê se consigo ir mais longe. Para já, ganhei uma motivação extra para continuar. E o Verão ajuda muito.
Vale MESMO a pena ouvir esta declamação do João Villaret do poema de José Régio, Cântico Negro. Arrepia-me.
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
E o primeiro mergulho no Atlântico Norte.
Banhos de água quente sabem bem mas um mergulho a correr neste mar gelado é qualquer coisa de muito especial.
Tenho memórias de muitos sítios e sempre tive dificuldade em responder à eterna pergunta "de onde és?". Nasci em Lisboa mas já morei em três sítios totalmente diferentes e sinto que todos fazem parte de mim. Até aquele que não me lembro. Há um ano e meio que vivo em Lisboa e, à excepção dos meus pais (que também são lisboetas), toda a minha família mora lá e por isso tenho, naquela cidade, raízes muito fortes.
No entanto, nesta terra que repudiei tantas vezes e que noutras tantas senti que já não me dizia nada, também criei as minhas próprias raízes. Conheci o João, fiz amigos para a vida, ri e fui muito feliz, chorei e acreditei que o mundo ia acabar e acumulei memórias incríveis e que me tornaram no que sou hoje.
E por isso, da próxima vez que me perguntarem "de onde és?" não terei dúvidas que a único resposta possível será "sou daqui".
Acordei tarde sem pesos na consciência, passei o resto da manhã por casa em rituais que não abdico e agora vou arrumar as minhas tralhas e vou... para casa. Para a outra, a que ainda sinto como minha e que tanta falta me faz. Só ali sinto as baterias carregadas e preparada para enfrentar tudo.
Ontem matei saudades do sushi e estreei os meus pauzinhos made in Singapura. Não foi fácil, estas ferramentas são para profissionais e o sashimi escorregava por todos os lados. Mas são tão giros que valeu a pena o esforço!
... 2000 visitas! Obrigada à malta da Rússia que se farta de me visitar e que, pelos vistos, adora o meu blogue. E obrigada a vocês, que lêem mesmo os disparates que escrevo e que, por um motivo que ainda não percebi, continuam a voltar aqui.
Regressei a um velho conhecido enquanto não arranjo alguma novidade para ler. Gostei muito deste livro, alguns textos são inesquecíveis e cheira-me que algumas ideias estarão sempre actuais.
Entretanto, mudei o header de forma definitiva. Aquilo que mudar daqui para a frente serão pequenos detalhes. E acho que vou demorar a habituar-me ao amarelo.
O Photoshop é realmente uma coisa muito bonita mas para quem não tem prática é o pânico total. Tantas opçõezinhas e tantas coisinhas e tantas alternativas dão cabo da paciência de uma pessoa. Por isso, recorri ao meu velho amigo Powerpoint e depois sim, lá finalizei tudo no Photoshop para ficar bonitnho. Espero que gostem!
Vais estar a ver o jogo em boa companhia, com bons petiscos e uma bebida fresca, certo? Vais estar a sofrer e a apoiar a selecção em frente a uma televisão, certo?
Pois... não. Vou estar a fazer um exame na faculdade das 18.30h até, na melhor das hipóteses, às 20.30h. A tempo, espero eu, para correr para casa de um amigo que mora aqui perto e ver um bocadinho da 2ªparte.
Já estive chateada mas agora estou conformada. Bem feita para mim que chumbei na 1ªfase! E como tenho confiança que estaremos na final vou perder apenas uma etapa deste percurso que me tem surpreendido de jogo para jogo.
Depois de uma semana de namoro e beijinhos para pôr em dia estou novamente solteira durante mais duas semanas. Confesso que já não estou a achar muita graça a esta história mas, desta vez, não tive outra hipótese senão deixá-lo ir, sem sugerir alternativas ridículas ou fazer qualquer tipo de chantagem emocional. É que o Sr. Engenheiro foi trabalhar e com isso não se brinca. Além disso, duas semanas em Luanda não me cheiram a grande diversão. O pior, como sempre, serão as morenas de Angola que levam o chocalho amarrado na canela mas vou tentar não pensar nisso. Temos que acreditar naquela história de lhes dar asas para voar e confiar e tal e tal e tal e que eles voltam sempre se gostam de nós. Pois... pelo sim, pelo não, vou colocando umas fotos giras no facebook para ele não se esquecer que a morena de Lisboa que deixou no aeroporto também não é de se deitar fora. Sim, é isso mesmo.
Entretanto, está um calor que não se aguenta e sucumbi finalmente aos vestidos, apesar de ter as pernas cor de lula congelada. Mas ainda não me atirei às cores mais alegres e resignei-me a um preto básico. Calma, mais uns dias e um humor um bocadinho melhor e a coisa vai lá. É que este corpinho ainda não viu sol de jeito e só a cara é que parece que já apanhou algum verão mas isso é do tempo que estou na paragem à espera do autocarro.
Ainda não está como eu gostaria. Não tenho a certeza se quero mesmo colocar estas fotos, as imagens estão um pouco esticadas e as letras precisam de ser melhoradas. Com mais tempo, lá irei. Mas não resisti em colocar o novo header ainda hoje, acho que este blogue já merecia uma imagem renovada.