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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
2011 - 4ºcapítulo
Há muitas coisas que gostaria de ter
feito diferente. Devia ter tido mais paciência para os meus pais que
sentem muito a minha ausência lá em casa e ter compensado mais a
distância que agora existe. Sei que tenho muita sorte e talvez não
dê o devido valor. É algo a reparar em 2012.
Sei também que, apesar de me considerar uma
pessoa tolerante, não sou muito compatível com certos modos de
estar, diferentes do meu. Até hoje, tudo bem, nunca tive probelmas
com isso. Mas quando a vida nos traz pessoas novas que não queremos
nem podemos descartar, somos obrigados a virar as agulhas para outro
lado, abrir os horizontes e deixar passar. Afinal de contas, como diz
a música, muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa. Por
isso, com conta, peso e medida, vou respirar fundo e abraçar todas
estas coisas novas, sem perder a noção de mim própria e dos
limites que tracei há muito para mim e para todos os que me rodeiam.
Sem excepções.
Prometi cuidar mais de mim e nem
sempre cumpri o prometido. Tratei religiosamente da minha tiróide,
fui ao ginásio (às vezes), fui ao nutricionista e cumpri quase sempre o plano, andei com a depilação em dia
todo o ano, aderi ao gel nas unhas. Mas, também nisto, preciso ser
mais disciplinada e não me esquecer de mim e do meu bem-estar. A
verdade é que o dinheiro também não abunda para estas coisas.
Quando o Tio Belmiro e o Tio Jerónimo não levam tudo, sou assaltada
por um receio de chegar ao fim do mês sem dinheiro ou que possa
fazer-me falta para qualquer coisa mais urgente. Por isso, vou
adiando e colocando para 2ºplano estas pequenas coisas que me fazem
tão feliz. E a verdade, é que sou muito preguiçosa e desajeitada
para fazer eu mesma, em casa. É mais um assunto a rever para o próximo ano.
Foi um bom ano. Cresci muito e isso
nota-se. Continuo apaixonada e a viver a história de amor que sempre
quis. Com altos e baixos mas tão boa. O trabalho é para manter e a
faculdade continua a progredir, embora a passo de caracol. Também
não faz mal, o importante é que vou tentar dar o meu melhor. O
início do ano não será muito feliz com a saúde do cãozinho a
piorar de dia para dia. Não quero chorar tudo já, quero guardar
lágrimas para a saudade, lágrimas para limpar a tristeza que tenho
a certeza que irei sentir.
Agora vou arrumar as malas e partir
para dois dias fantásticos, vou despedir-me de 2011 com toda a
alegria, brindar ao novo ano com a melhor companhia do mundo e pedir
com muita força todos os desejos a que tenho direito. O mais
importante é ser feliz. Mas isso eu já sou. Não todos os dias mas na grande maioria deles.
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| imagem tirada daqui |
2011 - 3ºcapítulo
Este ano fortaleci uma amizade que
recuperei em 2010 e que juguei perdida para sempre. E é uma
sensação fantástica! Saber que tudo nesta vida tem cura, basta nós
querermos. Saber reconhecer que a adolescência não é uma época
para ser levada a sério, que tudo tem um tempo e um espaço na nossa
vida. Há coisas que ficarão para sempre gravadas nesse filme e que
apenas servem para encher a caixa das memórias mas há outras que
fiz questão de trasportar para o meu presente e para o meu futuro e
sinto-me muito feliz por isso. Acho que crescer é isto mesmo. E este
ano traz novos desafios, uma distância que não vai custar assim
tanto porque sabemos que estaremos sempre perto uma da outra. E por muitas voltas que a vida dê, nós voltamos sempre aqui, à mesma rua, aos mesmos sítios. Ou então, reconstruiremos tudo noutro lado. A amizade não tem fronteiras.
No entanto, este ano também me
afastei de alguns amigos. Não por divergências ou atritos mas
porque o tempo passa e nós não damos por isso. Um dia não posso
eu, outro dia não podes tu e quando vamos a ver passaram-se meses.
Morro de saudades dos meus amigos, aqueles de sempre e para sempre e
que nunca esquecerei, por mais que o tempo passe por nós e a
geografia nos afaste. 2012 será um ano diferente. Tenho a certeza.
2011 - 2ºcapítulo
2011 foi também o ano em que,
definitivamente, me instalei em Lisboa e na vida do João. Foi o ano
em que senti, sem sombra de dúvidas, que aquela é a minha casa, a
que escolhi para ser feliz, e aquela para onde tenho vontade de
voltar. Sempre. Está cada vez mais bonita e mais confortável e é
maravilhoso ver que, aos poucos, a nossa casa é o reflexo de nós
próprios. No entanto, esta mudança trouxe também coisas menos boas
e houve momentos de angústia e algum desânimo. O primeiro que
disser que construir uma vida a dois não custa, não traz atritos e
conflitos é um grande mentiroso ou, então, não sabe do que fala.
Às vezes, eu puxo de um lado, ele puxa de outro, eu quero impôr a
minha maneira e ele quer impôr a dele. Não nasci para viver uma
vida aborrecida, muito menos no Amor, não quero nunca cair na
banalidade, não quero nem devo contentar-me com pouco. Caramba, por que
é que não posso ter tudo? Uma pacata vida a dois mas com toda a
intensidade a que temos direito. Por que é que jugam que não é
possível conjugar as duas coisas, a rotina inevitável e a paixão
desenfreada, que nos acelera o coração e dá anos de vida? Eu quero
tudo isto! Quero as brigas sobre questões domésticas mas quero
beijos de saudade, quero momentos de silêncio ao jantar mas quero
mensagens apaixonadas a meio da tarde, quero a tranquilidade de saber
que ele está para chegar mas contar os minutos para ouvir a chave na
porta. Sou uma romântica incurável e disso não abro mão.
Uma coisa é certa: ele
faz-me incrivelmente feliz, mais do que alguma vez pensei que fosse
possível.
2011 - 1ºcapítulo
A ideia era vim aqui, desde o Natal até
ao Ano Novo, fazer um balanço sobre o ano que passou. Um assunto de
cada vez, ao longo destes dias, para encerrar o ano com tudo arrumado
na minha cabeça. Mas não foi possível. Passei a semana com o
coração nas mãos, o nosso cãozinho que nos acompanha há 17 anos
tem estado muito doente e acreditámos que aquilo que mais temíamos
tinha chegado. Mas este cão é um resistente e tem vindo a melhorar
de dia para dia, apesar de ainda exigir muitos cuidados.
Nunca fui pessoa de fazer grandes
retrospectivas. Também nunca liguei muito ao simbolismo da passagem
de ano. É só mais um motivo para juntar amigos e para uma noite de
animação. Mas desta vez é diferente. 2011 foi um ano muito intenso e tenho grandes expectativas para 2012.
Bem, eu vim aqui foi para falar do meu ano de 2011 e por isso aqui vai, custe o que custar:
Ter começado a trabalhar foi, sem
dúvida, o que mais marcou o meu ano. É um emprego para desenrascar,
sem grandes aspirações e que também não puxa muito pelo intelecto
mas permite-me ter o meu dinheiro e a minha indepêndencia. Bem,
ainda não é uma indepêndencia total, o meu querido pai ainda me dá
uma ajuda preciosa para as propinas, o seguro do carro, e outras
despesas ocasionais. Não sei o que seria de mim sem ele... mesmo com
todo o seu mau feitio é um óptimo pai e nunca deixou que faltasse
nada. Mas isso são outra conversas. Trabalhar foi a melhor coisa que
me aconteceu este ano e que permitiu que outras coisas boas
acontecessem na minha vida.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Até já
Hoje vim de carro para o trabalho, armada em fina. Isto de uma pessoa ser aumentada e receber uma bonificação de fim de ano em plena crise dá para estas coisas. Toca a gastar gasolina e um balúrdio de parquímetro (esta doeu!), afinal os senhores da Galp e da Emel também precisam, coitadinhos.
E depois, vou para casa, arrumar as minhas tralhas e partir para o Natal, que é passado em Lisboa mas em modo vai e volta para a casa dos paizinhos, como manda a tradição. Se o meu coração aguentar só regressarei a casa em 2012. O velho cliché aplica-se bem aqui: "Home is where the heart is" e o meu está ali, no Lumiar. Quanto a isso não há nada a fazer.
Depois do Natal regresso aos estudos em modo intensivo com uma pausa para dois dias de loucura na viragem do ano. Tenho a certeza que vai ser pra lá de espectacular! E a partir daí, espera-me um ano novinho em folha para eu fazer dele o que bem me apetecer. E isso é muito bom!
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FELIZ NATAL!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Neura 1 - Espírito Natalício 0
De casa da minha avó vê-se o rio. Bem, hoje não. Hoje via-se meia ponte. Mas não deixa de ser uma vista fantástica.
Os presentes de Natal estão todos comprados, mesmo os que estavam no topo da lista. Até o trapinho para esperar o Pai Natal já cá canta.
Entretanto fui atacada por uma neura gigantesca e tentei curá-la com massa, cogumelos e vinho tinto. Ajudou um pouco, precisava deste aconchego no fim deste dia estafante e sensível. Mas há qualquer coisa aqui dentro que ainda não está bem. E talvez nunca venha a estar, totalmente bem, para dizer a verdade. E enquanto não arrumo estes assuntos chatos, podia distrair-me com o Natal. Tenho a árvore cheia de luzes e enfeites, os presentes à volta, pais natal de chocolate espalhados pela sala. Mas será que o Natal é só isto? Enfim, não me sinto muito natalícia hoje... Talvez amanhã, quando chegar a casa e provar os sonhos de abóbora acabados de fazer eu seja invadida pelo mais profundo espírito natalício e o meu interior fique mais a condizer com a quadra.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Gosto do Natal
Gosto dos
presentes, adoro a algazarra do dia, de nos juntarmos e falarmos todos ao mesmo
tempo, da mesa cheia de sonhos, de gente de todas as idades que está ali com o
simples propósito de estar. Apenas estar. Gosto da familiaridade do espaço, de
saber que a avó, apesar de já ter partido, também está ali connosco, porque é a
ela que devemos esta forma de saber estar. Todos, sempre. E gosto de saber que
será sempre assim. As vidas mudam, adaptam-se, mas nós estamos sempre ali. Se
não for dia 24, será dia 25. Se não for no Natal, será um dia destes, um
qualquer dia em que nos apeteça estar juntos. E gosto de saber que tenho uma
família, no verdadeiro sentido que se pode dar a esta palavra. Cheia de calor e
barulho, com conflitos e muito afecto, com momentos fantásticos e outros menos
bons porque se foi com eles que aprendi a amar, também posso dizer que foi com
eles que me preparei para ir à guerra.
Caramba, hoje estou mesmo lamechas.
P.S. - Os ingleses é que estão certos e têm o mesmo verbo para Estar e Ser. So true...
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Living and enjoying it
Ontem foi dia (ou melhor, noite) de compras de Natal, as primeiras de uma lista cada vez mais curta mas cada vez mais cheia de significado. Gosto disto. Gosto de ter percebido que só devemos perder o nosso tempo (e dinheiro) com quem realmente importa e está lá para nós. E não deixar que os outros percam o seu tempo connosco, assim ficamos todos na mesma.
Claro que faltam os presentes do topo da lista, os mais importantes de todos, mas já é hábito. Melhores momentos de inspiração virão, tenho a certeza.
Entretanto, por aqui trabalha-se até 6ªfeira mas a um ritmo que me permite ter tempo para tratar das questões natalícias e afins. Ainda preciso comprar alguns presentes, embrulhar outros de forma primorosa (para serem rasgados em 2 segundos) e distribuir Boas Festas por aí. Ahhh, e um trapinho bem jeitoso para receber o Pai Natal em condições. Esse terá que ser outro momento de inspiração que paciência não há.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
E o melhor de tudo...
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| imagem daqui |
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| imagem daqui |
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| Vila Franca do Campo, S.Miguel, Açores |
... é que tenho uma caixa inteira destas tentações açoreanas só para mim. São verdadeiras bombas calóricas e uma delícia. O azar (ou a sorte) é que não se encontram com muita facilidade no continente e eu não tenho familiares nem amigos em S.Miguel. Por isso, cada vez que me aparecem à frente, é uma festa!
State of mind #3
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| imagem tirada daqui |
Por aqui, hoje é domingo. Estou a carregar baterias e só admito sair de casa para atravessar a rua e comprar uma revista ou qualquer coisa de chocolate. E e... só se me apetecer muito. Até lá fico por aqui e sabe mesmo bem.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Dias bons e menos bons
A manhã começou bem cedo com assuntos delicados e sentimentos difíceis. Fez-me pensar que a vida consegue ser bem tramada por si só e que eu não devia ser tão implacável.
O fim da manhã à beira rio foi mesmo o que precisava para me sentir como nova. Estava um sol fantástico, não havia vento nenhum e o rio estava lindo que só ele.
Não me canso de dizer que Lisboa é uma cidade linda e o Tejo dá uma grande ajuda. Sou uma privilegiada por estar aqui, nesta cidade que adoro.
sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Vinha mesmo a calhar
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| foto e receita aqui |
A verdade é que não alterei de forma radical os meus hábitos alimentares mas aprendi a disciplinar-me e a planear melhor as minhas refeições, até o snack a meio da manhã. Acima de tudo, não passo fome! Claro que,dependendo dos dias, ainda há momentos complicados, especialmente ao fim do dia, em que o recomendado não me chega. Preciso sempre de mais qualquer coisa, especialmente se estiver em casa. Se estiver a estudar então não há hipótese, preciso de calorias! É assunto a acertar no início do próximo ano, quando lá voltar. E para lhe confessar que sou uma pecadora e faço muitas asneiras... Ai ai ai!
Tudo isto para dizer que emagreci 2 quilos
A tiróide resolveu
dar-me algum descanso. Continua em más lençois com anticorpos maus
a fazerem-lhe a vida negra mas
parece que, por agora, deixou que alguém fizesse o trabalho por ela.
Alguém é como quem diz aquele comprimidinho branco que tomo
religiosamente todas as manhãs e que me acompanhará para o resto
dos meus dias. Vou continuar com as análises regulares, uma ou outra
ecografia mas, para já, o primeiro objectivo foi cumprido: acertámos
na dose da medicação e o meu corpo já não sofre de forma tão
drástica a ineficácia da tiróide.
Tudo
isto para dizer o quê? Então é assim: acabaram-se as desculpas
para os quilos a mais, para o cansaço constante, para as neuras que
surgem do nada, para o cabelo que não vale nada, para as unhas
miseráveis. A partir de agora, a minha tiróide está quimicamente
substituida e já não interfere
com o pleno funcionamento deste corpo e EU sou a única responsável
por torná-lo naquilo que pretendo.
É
altura de mostrar o que sou verdadeiramente. E sim, estou assustada. Fiquei sem
bode expiatório.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
No meu bairro é Natal
Não há iluminações de Natal na Av. Liberdade, no Rossio ou na Av. Roma? Quero lá saber! A minha rua está cheia de luz e eu gosto disso.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O que vejo por aí
Ontem, vi uma senhora dar de mamar ao seu bebé em pleno autocarro da carris. Era uma viagem longa e sem hipótese de esperar um momento melhor para uma situação tão íntima? Não, não era. A senhora, e aquele que julgo ser o pai da criança, entraram no Campo Grande e saíram na Av. Brasil. Quem conhece sabe que é um percurso de 10 minutos, no máximo. E, quando chegaram à paragem em que queriam sair, não foram em complicações: toca de saltitar para fora do autocarro, fintar aqueles que se metiam à frente, sempre com a criança a chuchar na dita mama, que se encontrava totalmente exposta.
Ora bem, não vou esmiuçar o assunto, nem falar do chato que é para os restantes passgeiros e para o bebé. Acho que não há muito a dizer. Mas juro que gostava de ter metade do desenrascanço desta senhora. Não, obviamente, para dar de mamar a um filho nos transportes públicos, enrolado numa manta cheia de borbotos. Mas para outras coisas, mais discretas e consensuais.
Ora bem, não vou esmiuçar o assunto, nem falar do chato que é para os restantes passgeiros e para o bebé. Acho que não há muito a dizer. Mas juro que gostava de ter metade do desenrascanço desta senhora. Não, obviamente, para dar de mamar a um filho nos transportes públicos, enrolado numa manta cheia de borbotos. Mas para outras coisas, mais discretas e consensuais.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Dias assim
Hoje já chorei
e também já ri muito. Acordei com beijinhos, já trabalhei, já me irritei, já estudei,
já me senti muito satisfeita com resultados alcançados e também já
me senti desmotivada. Hoje cumpri a minha dieta e também já cometi
o meu pecado. Hoje já me senti muito cansada para, logo a seguir, me
sentir cheia de energia. Fartei-me de andar a pé e agora estou no
sofá enrolada na minha manta. Bebi imenso café e imenso chá. Apeteceu-me fumar mas controlei-me. Hoje já me aborreci com o ser humano
e vi atitudes de grande generosidade. Hoje senti o meu coração
cheio de amor. Mas também me senti um pouco vazia e com saudades de amigos. Hoje já estive nas nuvens e desci a pique para as
profundezas do mau humor.
Agora vou dormir e
amanhã vou estar insuportável com tanta boa disposição!
Lisbon evenings
Esta semana tem sido de pouco sol e de pouca inspiração. Não estou com a neura, não estou chateada com nada nem com ninguém, não aconteceu nada de irremediavelmente mau, continuo apaixonada e afinal o romance não morreu (estava só esquecido a um canto).
Simplesmente não estou na melhor das disposições. Sinto-me cansada e com vontade de hibernar até melhores dias aparecerem. Muitas vezes, não adianta lutar contra o desânimo, mais vale aceitar estes dias nublados e saber tirar partido deste recolhimento físico e emocional. Para perceber, sem interferências, o que está errado e o que precisamos de mudar. Ou então para, depois, dar mais valor aos bons momentos. E eu tenho a sorte de ter muitos momentos destes, os bons, os que ficam para recordar e onde me agarro quando a alegria parte para outras bandas.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
London mornings
Não é Londres, obviamente, mas parece. É uma fria manhã em Lisboa, com um nevoeiro bem cerrado e muito frio. Gosto de viver num país onde temos esta variedade de "estados do tempo". Frio, calor, um sol inacreditável mesmo no inverno e dias de nevoeiro, dias bons para a praia, dias bons para chá quente e mantinha no sofá.
Fico feliz com pouco, o que querem?
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
fins de semana cheios de tudo
Um domingo em família, com o mais recente elemento, para me encher o coração e dar a certeza que nunca estarei sozinha. Aconteça o que acontecer.
O Chiado no Natal, as luzes que me encantam e a melhor companhia do mundo.
E agora, uma nova semana e uma enorme incerteza em relação ao futuro... Sinto, sinceramente, que cheguei a uma fase crucial e que tenho que escolher muito bem o caminho a tomar. Acima de tudo, tenho que pensar em mim primeiro e naquilo que é melhor para mim. E quero ser feliz, quero ser muitooooo feliz!
domingo, 4 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Sábados
Por aqui trabalha-se desde manhã cedo. Logo hoje, num sábado radioso estou enclausurada numa sala até às 4 horas da tarde. Mas não faz mal... A noite de ontem foi muito boa (resultados desportivos à parte mas, em relação a isso no comments) com sushi e amigos. O resto do fim de semana será melhor ainda, com sol e beijinhos.
Ir à luta é sempre difícil, quando nos empenhamos de verdade, mas sabe tão bem sentir que estamos a construir qualquer coisa. Ou a reconstruir o que ficou perdido. Seja como for, o importante é não desistir. Sem nos esquecermos de ser felizes no processo... E eu sou. Quase sempre.
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| uma das minhas imagens favoritas, tirada daqui |
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
"Ser solteira é que é bom"
No outro dia, em conversa com umas colegas, discutiamos os prós e contras de ter namorado. Neste momento, jogo pela equipa das casadas (ah que expressão mais linda!) mas fui solteira durante muito tempo e fui muito feliz. Não havia ninguém no meu horizonte que fizesse o meu coração bater mais depressa e que me levasse a apostar em algo mais sério. Tinha a minha vida, as minhas responsabilidades, tinha os meus amigos e a minha família. E isso bastava-me? Na altura sim, estava bem. O amor também me tinha dado uns abanões e não estava para me meter nisso outra vez.
E são estas as únicas razões que me levam a entender que possa ser melhor “estar solteira”:
- Mais vale estarmos sós que mal acompanhadas. Sem dúvida nenhuma.
- Temos o coração ferido e precisamos de tempo para recuperar. E há histórias que deixam marcas profundas e que nos fecham o coração por tempo indeterminado.
Sinceramente não consigo entender as pessoas que não conseguem estar sozinhas, que se contentam com pouco só para terem um namorado, custe o que custar. Ou pessoas que se anulam para não perder o seu mais que tudo e deixam de ser elas próprias. Isso não! Acho que, quando abrimos o coração, tem que ser a alguém digno desse lugar e que encaixe em nós na perfeição. Mas, para isso acontecer, temos que estar mais que bem, connosco e com o mundo, sem histórias do passado para nos atormentar ou inseguranças que não nos deixam seguir em frente.
Mas não me venham com a história “Ah e tal assim não perco a minha liberdade e faço o que me apetece!”. Oi? Mas desde quando? Porque é que amor e namoro são sinónimos de prisão? E se for assim, se sentimos que a pessoa com quem estamos nos prende e nos inibe, então não é a pessoa certa para nós. Eu não consigo conceber a minha vida sem a minha liberdade mas também já não a imagino sem amor. E é possível conciliar as duas coisas, eu sei que é e tenho uma história a provar isso mesmo. Felizmente encontrei alguém que pensa da mesma maneira que eu e só assim é que vale a pena. Nas coisas importantes e que definem uma relação temos que estar em sintonia, senão nunca iremos chegar ao equilíbrio, que não cai do céu nem aparece por geração espontânea.
Então não é muito melhor quando encontramos aquela pessoa, aquela que nunca mais queremos largar, nos faz suspirar e ansiar pelo momento em que estamos juntos? Alguém para beijar, abraçar, dormir agarradinho, andar de mão dada, ir ao cinema, jantar fora, dançar até de manhã... Não é muito melhor que estarmos sozinhas?! Eu acho. Aliás, eu tenho a certeza.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Romance is dead
E quando o romance morre? Será que tem o impacto de um piano a cair na nossa cabeça? Ou é algo que nos corrói devagarinho e quando nos apercebemos é tarde demais? E será mesmo tarde demais? Será que é mesmo impossível recuperar as borboletas na barriga, o coração a palpitar, os minutos que nunca mais passam para vermos aquela pessoa?
E quando isso, de facto, acontece, de uma maneira ou de outra, como devemos reagir? Resignamo-nos ao facto de já sermos crescidos e mentalizamo-nos que uma relação adulta é mesmo assim? Acomodamo-nos à vida em comum que criámos e que já é tão difícil de dissociar, pensamos "ao menos gosto dele e ele gosta de mim" e agarramo-nos com toda a força ao lado prático da vida?
Ou gritamos e esperneamos com todas as nossas forças até que o universo ou simplesmente a outra pessoa nos oiça e preste atenção? Ou não nos contentamos com pouco e acreditamos que merecemos muito mais e melhor? E depois? Vamos à luta pela paixão que um dia nos uniu ou simplesmente largamos tudo e procuramos mais e melhor?
Tantas perguntas, tão poucas respostas.
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domingo, 13 de novembro de 2011
Nunca é tarde para recomeçar
Hoje já choveu o suficiente para o resto do Outono mas o céu continua bem negro. Estive o fim de semana inteiro em casa, na mais completa preguiça, só saí ontem à noite para matar saudades e pôr a conversa em dia com grandes amigos que nunca esqueço.
Mas, apesar da inércia que se apoderou de mim, a minha cabeça fervilha e sinto-me cheia de genica. Vem aí mais uma semana cheia de trabalho mas isso não me importa. Tudo me corre o melhor possível e sinto-me bastante motivada. Há tanto para fazer e em tantos e diferentes níveis da minha vida! Só tenho que saber escolher o que é melhor para mim e talvez isso seja o mais díficil... fazer a escolha certa para nós e não olhar mais para trás. Ou saber reconhecer o erro e perceber que não faz mal mudar de ideia e retomar outros caminhos.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Entregue ao desgosto
- Não fui à primeira aula da manhã (acordei a horas mas não me despachei com a rapidez necessária);
- Odeio plásticos, borrachas e materiais poliméricos no geral (e tenho teste amanhã);
- Acabei de comer um chocolate (no comments);
- Estou com um enorme peso na consciência por ter comido o chocolate (bem feita!);
- Estou a trabalhar até às 20h (isso é bom);
- Logo, não vou ao ginásio;
- No meu íntimo, não ir ao ginásio é motivo para estar feliz (sou uma preguiçosa de primeira categoria);
- Tenho sono;
- Apetece-me fugir para uma praia paradisíaca (pode ser Santa Cruz) beber caipirinhas, torrar a pele e dar beijos salgados.
Ainda bem que amanhã é outro dia...
domingo, 6 de novembro de 2011
fins de semana sozinha
Custou-me ficar sozinha este fim de semana mas acho que me fez bem. O tempo voa e eu não consigo agarrá-lo. Tenho que me conformar com isso e retomar o controlo da minha vida.
E enquanto ponho o meu plano em prática, vou tratando de ser feliz, de manter o meu coração a bater com toda a força e de fazer as coisas que mais gosto. Como comer sushi e ver a Anatomia de Grey, programa de ontem à noite:
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Das palavras que nunca passam de prazo
"Houve um tempo em que me olhei ao espelho e, confesso, não me reconheci. Vinha cansada de tanto destrate e estava disforme. Olhei de novo e não me reconheci. Nesse dia, assegurei-me de que nunca mais, em toda a minha vida, me contentaria com as sobras fosse lá do que fosse. Por isso, bem vês, o problema não és tu. Sou eu.
De repente deu-me para ser esquisita e torcer o nariz a restos. Não quero, não gosto, já comi que chegue e cansei-me de esperar pacientemente junto à porta dos fundos que me convidasses para entrar e sentar. Bem vês. O problema não és tu, sou eu. Sou eu quem hoje já não tolera faltas de respeito, esperas sem fim à vista e não aceita menos do que o melhor que a vida tem para lhe dar. Bem vês, o problema não és tu, sou eu.
O tempo tornou-me exigente. E ensinou-me a partir. Assim, sem mais. Com a convicção de que aquilo que sentimos não justifica [não pode justificar] a forma como somos tratados. Hoje sei que nunca mais ninguém voltará a arrancar-me a pele ou a fazer-me mal, só porque sim. Por isso, bem vês, o problema não és tu, sou eu. Sou eu quem, mesmo correndo o risco de se perder por aí, já não sabe viver de afectos pela metade."
Há pessoas que para além de escreverem para lá de bem ainda acertam em cheio nas palavras.
Nesta fase da minha vida não me identifico particularmente com o que está escrito mas nem sempre foi assim.
As mulheres deviam ler isto todos os dias para não se esquecerem que não podem NUNCA contentar-se com pouco...
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Já não se escrevem cartas de amor
Carta de 21 de Junho de 2011, num dia como todos os outros. Devia ter começado por "Querido João" mas na era electrónica parece que já não faz sentido.
«Há dias assim, dias em que temos que pôr tudo o que sentimos cá para fora. Hoje é o dia.
Nunca ninguém, no seu perfeito juízo, disse que uma relação a dois não dava trabalho, era fácil ou que todos os dias eram felizes. Não são. Tem, isso sim, que valer a pena. E a nossa vale muito a pena. Todos os dias. Mesmo com todas as incertezas, dramas, neuras, pasta dos dentes no espelho da casa de banho, roupa espalhada pela casa, camisas amarrotadas.
E é por isso que, passados todos estes anos, tantos que já nem os conto, muito mais do que alguma vez pensei que pudesse aturar alguém, eu não me esqueço que tive muita sorte do dia em que te encontrei e agradeço a deus ou sei lá a quem por ter tido a clareza de espírito de ter olhado bem para ti e ter percebido logo a pessoa fantástica que és. Com tantos defeitos mas infinitas qualidades. E não me arrependo nem um pouco de todas as vezes que larguei o meu orgulho e corri atrás de ti, mesmo quando tu pedias para eu te deixar ir, ainda bem que tive a coragem de nunca te deixar fugir, mesmo quando acreditava que já não era capaz de lutar mais.
Enfim... era isto que eu queria dizer. Obrigada por seres assim, obrigada por me aturares todos os dias, obrigada por me teres recebido na tua casa e na tua vida de uma forma tão fácil e tão natural. Obrigada por me teres escolhido naquelas escadas do Túnel e por teres postos aqueles pozinhos na minha bebida e que ainda hoje fazem efeito. Todos os dias gosto mais de ti.
Beijinhos, Joana»
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Por aqui
- Arranjei um trabalho de escritório das 9 às 19h para estes 15 dias de Agosto. Não era isto que eu queria? Agora toma.
- Regressei a Lisboa de bagagem cheia para a nova temporada. Daqui a nada é Setembro e o mundo regressa ao seu eixo.
- O calor resolveu esperar que eu começasse a trabalhar para aparecer, como não podia deixar de ser. Voltei a rezar o terço para o bom tempo ao fim de semana (e feriado que se aproxima!).
- Este ano não há São Martinho, tardes de piscina, jantares animados e bailarico à noite para ninguém. Se houver praia nos próximos dias já sou uma felizarda.
- Namorado querido está no sul de Itália com a família e tem o telemóvel desligado, como não podia deixar de ser. Aguardo os presentes prometidos.
Estou bem.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Não devia ser assim
Hoje é o meu último dia de trabalho. Acho que isto significa... hum... férias. Estou em pânico.
sábado, 16 de abril de 2011
Ando para aqui a dormir ou quê?
A banda vai passando e eu não saio do mesmo sítio. Pelo andar da carruagem nunca acabarei o curso...
quinta-feira, 31 de março de 2011
O que foi? Nada... Gosto de ti.
Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.
Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor"
quarta-feira, 30 de março de 2011
Me
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| imagem daqui |
Gosto de dormir. E de preguiçar.
Também gosto de me envolver numa tarefa e de fazer o melhor possível.
Esperei muito das pessoas e desiludi-me.
Hoje sou mais paciente.
Não sei o que quero. Mas quando descubro não páro.
Guardo tudo cá dentro e ás vezes sinto que vou rebentar.
Outras vezes não consigo ficar calada.
Mas não tenho mau feitio. A sério que não.
Só que nem sempre sou fácil.
Para os outros e para mim mesma.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Depois de ter chegado ao fundo, comecei a subir
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| foto tirada daqui |
Foram tempos difíceis dentro da minha cabeça e do meu coração. Acredito que podia ter caído numa depressão se não tivesse lutado tanto por me manter minimamente estável.
Mas sobrevivi e aqui estou. A viver em Lisboa com a pessoa que mais adoro neste mundo, arranjei um part-time bem jeitoso, todos os dias encontro mais um bocadinho de motivação para acabar o curso e até vou ao ginásio. Olha, estou feliz. Prontos.
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